GALERIA SANTA MARIA MAIOR

GALERIA SANTA MARIA MAIOR – 23 Out a 4 Dez.

(inaugura a 22 de Outubro às 18h00)

R. da Madalena 147, 1100-006 Lisboa

2ª a sáb. das 15h00 às 20h00

 

Luís Ramos – Dupla Realidade / Lisboa Revisitada

Ninguém imaginaria possível uma transformação tão súbita e profunda como a que assistimos em todas as cidades em que os seus habitantes se obrigaram ao confinamento para evitar a propagação da pandemia.

No verão de 2019 – fotografias coloridas – Lisboa estava na moda. Por todo o lado nasciam novos airbnb, hostels e hotéis de luxo. Diariamente vários navios de cruzeiros chegavam e partiam do novo terminal fluvial da capital e os voos low cost não paravam de despejar visitantes a um ritmo alucinante. Nessa altura, a cidade fervilhava de gente e animação.

Mas, de repente, acontece o imprevisível – o vírus covid19 aparece na China e rapidamente toma conta do mundo.

Em Portugal é decretado o estado de emergência e a população deixa de poder sair livremente à rua. Menos de um ano depois, em Abril de 2020 – fotografias a preto e branco – os turistas tinham desaparecido e Lisboa ficava deserta durante semanas. Perdera todo o seu colorido e tornara-se uma cidade sem vida, uma cidade em tons de cinzento. Agora, já só lá estavam os lugares.

LISBON REVISITED

 BIO

Luís Ramos nasceu em Lisboa e estudou fotografia no AR.CO e cinema na Escola Superior de Cinema.

Iniciou o seu percurso nos jornais "Expresso" e depois "Público", do qual foi fundador, repórter e editor fotográfico.

Durante esse período trabalhou numa perspetiva documental um pouco por todo o mundo. Ao longo da sua carreira recebeu vários prémios Fuji Europress Photo Awards (2000, 2004) e Prémios Visão de Fotojornalismo (2002, 2004, 2005, 2006).

Desde 2006 é fotógrafo independente.

As últimas exposições individuais realizaram-se em Lisboa, no Centro Cultural de Belém com “Remember”, no antigo Presídio da Trafaria com “Musas, Bichos e Outros Seres Extraordinários” em Faro, no Teatro das Figuras, com “Layers”, na Galeria Municipal de Arte de Almada com “São precisos dois para dançar o tango” e em Bruxelas, na Casa da Cultura do Brasil, com “Time Lapse” (depois de ter sido apresentado na Fundação D. Luís I, em Cascais e no Museu Municipal de Tavira). As suas obras estiveram em diversas exposições colectivas em Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Itália e Dinamarca.

Participou em inúmeras edições em livro e está representado nas Colecções de Arte da Fundação EDP, Fundação D. Luís I, Câmara Municipal de Tavira, Câmara Municipal de Faro e Casa da Cerca, Centro de Arte Contemporânea de Almada.

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