Apresentação
Imago Lisboa – Um Encontro de Práticas e Reflexões Fotográficas Contemporâneas
O Festival Imago Lisboa afirma-se como uma plataforma dedicada à promoção e valorização da diversidade das práticas fotográficas.
Desde a sua fundação, o Festival tem-se pautado por elevados padrões de qualidade artística, o que lhe tem granjeado um reconhecimento crescente com a consequente consolidação no panorama nacional e internacional. Para tal, também tem contribuído o continuado apoio da Câmara Municipal de Lisboa e todos os restantes parceiros que permitem, ano após ano, edificar este projeto.
Cada edição do festival é orientada por uma temática estruturante, que permite não só aprofundar o diálogo entre artistas e público, como também sensibilizar para questões relevantes da atualidade e fomentar colaborações com instituições afins.
O Imago Lisboa integra uma rede de festivais de fotografia europeus EMOP (European Month of Photography), assumindo um papel fundamental na promoção de artistas contemporâneos, no estímulo ao diálogo entre criadores, especialistas e público, e na projeção de novos talentos emergentes.
A programação estrutura-se em dois eixos complementares. Por um lado, uma vertente criativa focada em reconhecidos nomes da fotografia e, simultaneamente, dando espaço a jovens artistas, corporizando dessa forma uma excelente plataforma de reconhecimento à sua obra. Por outro lado, constitui um relevante polo catalisador de pensamento e reflexão que se materializa na organização de debates, ações de mediação e oficinas que, no seu conjunto, promovem a literacia visual.
A edição de 2026 propõe como tema aglutinador – Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem. Propõe-se uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias nas práticas da fotografia artística. A escolha temática resulta de um processo de análise aprofundada conduzido pelos curadores, em articulação com investigadores das áreas da tecnologia e da imagem digital.
A seleção de autores destaca-se pela sua diversidade, tanto em termos de género como de origem geográfica, incluindo criadores consagrados e emergentes. As abordagens ao tema são múltiplas, abrangendo desde o registo documental à exploração conceptual, com recurso, por exemplo, à metáfora visual. As narrativas contemplam desde a fotografia vernacular até à utilização de imagens geradas por inteligência artificial.
Como novidade o festival apresenta a sua parceria com o projeto Groundswell, que inclui exposições e edições sobre as boas práticas de sustentabilidade e que tem apoio da Europa Criativa.
— Rui Prata
Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem
O presente gesto cumpre uma tradição que remonta já a oito anos de apoio ininterrupto
da Câmara Municipal de Lisboa ao Imago Lisboa e testemunha a pertinência
do festival e das reflexões que promove em torno das práticas fotográficas e das
questões da imagem em geral.
De realçar que o festival mantém, desde a sua fundação, duas importantes vertentes:
a criativa centrada em reconhecidos nomes da fotografia, a par do espaço que
concede a jovens artistas, e a pedagógica, materializada na organização de debates,
ações de mediação e oficinas que, globalmente, promovem a literacia visual.
Longe da função puramente documental, para além da relevância inestimável em
termos de arquivo histórico e memória, a fotografia tem-se assumido, nas últimas
décadas, como um dos vetores mais criativos da arte contemporânea, permitindo
que novos artistas, de forma crítica, reconfigurem narrativas sobre o passado e interpretem
o mundo em que vivemos, ampliando a perceção coletiva do presente.
A crescente incidência da manipulação digital e das tecnologias de inteligência artificial
veio desestabilizar a relação já secular entre imagem e verdade. Importa, por
isso, debater com profundidade, entre outros, o significado contemporâneo do olhar,
assim como a questão tradicional da confiança nas imagens fotográficas. Sob o tema
Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem, a edição de 2026 propõe, assim, uma
reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias nas práticas da fotografia
artística.
Deste modo se reforça a relevância da Camara Municipal de Lisboa apoiar o festival
Imago Lisboa, significativo fórum dinamizador de pensamento e reflexão que contribui
para os desígnios de promover uma cidade mais inclusiva, mais crítica e mais
livre.
— Laurentina Pereira
Diretora Municipal de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa
Ficha Técnica
Organização
Cedilhas e Legendas - associação cultural
contact@imagolisboa.pt
www.imagolisboa.pt
Direção
Rui Prata, Luísa Ferreira, Sónia Galiza
Coordenação
Rui Prata
Produção
Bárbara Dias
Curadores
Elina Heikka, Paul di Felice, Rui Prata
Traduções
Sara Levy
Comunicação
Sónia Ramos Press
Impressão fotográfica
TcArt
Registo fotográfico
Hugo David
Webdesign e Webmaster
André Franco Design
Desenho gráfico
New Photo Ry
Carpintaria
Warehouse
Coordenação de Montagem
António Pedrosa
Montagem
António Pedrosa, Filipe Dominguês, Setup (Sérgio Gato)
Redes sociais
Bárbara Dias
Impressão
GUIDE - artes gráficas lda.
Agradecimentos
Carlos Moedas,
Diogo Moura,
Laurentina Pereira,
Marco Guerra,
Marc Bichler,
Valérie Quilez,
Sophie Robnard,
Alain Arnaude,
Giuseppina Tinella,
Susana Fernández Carnicero,
Xavier Ruiz Sánchez,
Richard Bueno Hudson,
Delia Antelo,
Mariana Castro Henriques,
Mara Fava,
Jaime Silva,
Rui Penedo,
Matilde Sambado,
Rui Lagartinho,
Rute Reimão,
Teresa Nicolau,
Ana Sofia Santos,
Paulo Gomes da Silva,
José Sousa Machado,
Rodrigo Peixoto,
Nuno Ricou,
Magda Pinto,
Javier Liedo,
Margarida Pais,
Elinna Heikka,
Paul di Felice Ferreira,
Fernando Pereira,
Vítor Castanheira,
Bruno Portela,
Jorge Simões,
Pedro Alves,
Filipa Ferreira,
Carla Fragata,
Filipe Domiguês,
Sérigio Gato,
Trish Lambe,
Tanya Kiang.
E todos os que contribuiram para esta edição…
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