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© RIMMA SAMMAN, Le bonheur tue
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Le bonheur tue



Mitra - Pólo de Inovação Social / Pavilhão I

Beco da Mitra, 1950-051 Lisboa


10 . 10 . 2026 → 15 . 11 . 2026


5ª feira - domingo → 14h30 – 18h30

Artista

Ian Cheibub

Nascida no Líbano e residente em França, Rima Samman é uma artista multidisciplinar e cineasta eclética. Os seus filmes são pré-adquiridos e exibidos na televisão, em galerias, museus e salas de cinema. As suas obras foram expostas no Paris Photo, em galerias, festivais e feiras de fotografia e arte contemporânea em França e no estrangeiro. As suas obras integram as coleções da BNF, da Fondazione Orestiadi em Gibellina, bem como coleções privadas em França, Espanha e Estados Unidos.


A 4 de agosto de 2020, a dupla explosão no porto de Beirute abalou o Líbano e a diáspora libanesa, reacendendo em todos a angústia e a dor de ser libanês.

O que fazer e como enfrentar uma tragédia desta magnitude?

A Felicidade Mata nasceu da necessidade de transformar fotografias de imprensa que representam o Líbano em diferentes períodos da sua história para estabelecer um diálogo entre o passado e o presente.

Os meus pais têm quase a idade do Líbano, um país repetidamente ferido. Muitos libaneses perderam pelo menos um membro da família durante as sucessivas guerras do país. Há anos que pinto por cima das minhas fotografias de família para preservar a memória feliz de um paraíso perdido. Publicadas pela Filigranes num livro intitulado O Amor Usa-se ao Pescoço, revelo agora o que fica para lá da moldura através de uma representação contrastante de um país esquizofrénico, atravessado por imagens de caos que regressam ao longo do tempo quase de forma idêntica, como leitmotivs sintomáticos de uma disfunção mórbida.

Passei a vida a fugir das imagens fantasmáticas que me assombram. Chega um momento em que as feridas constantemente abertas convocam os sofrimentos do passado para exorcizar os do presente. Se não for dominada, a dor psíquica aprisionada no fluxo contínuo de imagens de guerra conduz ao ódio do outro e de si próprio.

A minha abordagem consiste em misturar imagens idílicas do Líbano com fotografias de atualidade que retratam um trauma que destrói uma realidade idealizada. O trauma emerge de uma seleção subjetiva de imagens, exprimindo inevitavelmente as minhas próprias emoções.



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